POESIA DE TODOS OS DIAS:

‘Amor expresso’
O lado esquerdo do peito
Não se pede para sentir
Não se esconde,
Camufla
Do lado esquerdo o que o ser sente
Nem pede para consentir,
consente-se
O reservatório do amor expresso
Nem sempre dito ou compreendido
Nem adianta negar o que deveras sente
Pois o amor não pede licença para sair
Vai por aí buscar o que quer,
adapta-se
Crias asas e prumas
Voa alto sem sair do hospedeiro
E, assim, dissemina seis desejos
Nem sempre correspondidos
Dá boas vindas a pequenos gestos de quem ama
Mas logo recolhe-se a seu casulo
Do lado esquerdo e do direito,
no ser e na alma, o teu amor somente
Sementes em maturação!
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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