Letras mortas

Letras mortas
Da lei.
Da desinformação.
Da violência.
Da desumanização.
Da falta de humanidade.
Da falta de idade com o
‘ferus’ da maldade.
Da letra doente.
Da doença.
Das doenças sociais.
Da vergonha.
Da vergonha nacional.
É emocional!
Estou me roendo por dentro.
Quero me engolir.
Mas eu não caibo em mim.
Estou sobrando, passo de mim.
Do que envergonha.
Sem vergonha.
Dos maus tratos.
Mal retrato.
Do homem mau.
Do mau caráter.
‘Psico-patas’.
Do desamor.
Do horror…
Matam velhinhos.
E as crianças que assiste.
Eu prefiro não ver essas cena, obscenas.
Da ausência de amor.
Da deseducação.
Dessa inação.
Da ilusão.
Da neblina que neblina a minha visão.
Desse sentido ôco, opaco, no ocaso da justiça.
Desse fio sem meada.
Desse nada, eu sou um zé ninguém.
Eu sou palavra fraca.
E letra morta.
Sem sentido.
Pois ninguém escuta esse gemido.
Ih deram o toque de recolher!
Preciso ir embora.
Já passa da hora de apagar essa escrita.
De umas letras mortas que não me dizem nada.
Nada!
Corram, pois tem alguém passando mal.
É náuseas dessa perturbação
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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