Letras mortas

Letras mortas

Da lei.

Da desinformação.

Da violência.

Da desumanização.

Da falta de humanidade.

Da falta de idade com o

‘ferus’ da maldade.

Da letra doente.

Da doença.

Das doenças sociais.

Da vergonha.

Da vergonha nacional.

É emocional!

Estou me roendo por dentro.

Quero me engolir.

Mas eu não caibo em mim.

Estou sobrando, passo de mim.

Do que envergonha.

Sem vergonha.

Dos maus tratos.

Mal retrato.

Do homem mau.

Do mau caráter.

‘Psico-patas’.

Do desamor.

Do horror…

Matam velhinhos.

E as crianças que assiste.

Eu prefiro não ver essas cena, obscenas.

Da ausência de amor.

Da deseducação.

Dessa inação.

Da ilusão.

Da neblina que neblina a minha visão.

Desse sentido ôco, opaco, no ocaso da justiça.

Desse fio sem meada.

Desse nada, eu sou um zé ninguém.

Eu sou palavra fraca.

E letra morta.

Sem sentido.

Pois ninguém escuta esse gemido.

Ih deram o toque de recolher!

Preciso ir embora.

Já passa da hora de apagar essa escrita.

De umas letras mortas que não me dizem nada.

Nada!

Corram, pois tem alguém passando mal.

É náuseas dessa perturbação

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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