O teu amor na minha caderneta I

O teu amor na minha caderneta I

Do que anotei na minha caderneta antiga     

Restou-me lapsos de memória

Como num caminho que já começamos do meio

Ou um sonho fragmentado

Mas não apaguei o primeiro amor

Na igreja, na praça, no pátio, na rua…

Onde quer que ela estivesse,

logo eu apareceria

Fazendo peripécias numa bicicleta velha

Dissimulado ou metido!

Achando-me o primeiro dos olhos dela

Um bonitão e garboso acima dos comuns!

O dono da visão dela e de tudo que lhe tocasse o coração

Fui guardando no meu coração os bilhetes,

os olhares, a indiferença, o medo

Lembro-me como eu queria aparecer

Ser o melhor em tudo que fazia

Só para chamar atenção

Preservo-te no meu coração nos dias da minha vida

Um risco mal feito na lousa em sala de aula

A gritaria no pátio

A prova e as notas, tudo era só um pretexto

Assim, anotei no meu coração sentimentos em centelhas

Agora eu sei que a minha caderneta não pereceu no tempo

Pois memórias da minha vida

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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