Homens desumanos

Homens desumanos

Falaram-me de homens fortes

Vejo-os na escuridão

Velejam barcos

Sem velas,

Sem rumo

E luz…

Falaram-me deles no amor

Sinto-me só numa solidão infinita

Amargamos o peso de um egoísmo extremo

Do desamor patente.

Pregaram que éramos iguais

Mentiram e continuam mentindo

Somos monstruosos seres

Que de plumas ou de armas estamos contra nós

Nessa batalha da vida

Depositaram toda esperança nos homens

Mas a descrença nos fez órfãos

Acreditaram em mim

Mas sou fraco

Sou germe ambulante

Sensível ao veneno e peçonha humanos

Sensato, é verdade,

Mas sou fraco…

Inquieta-me essa condição

Concreta, materialista.

Restam-me, apenas palavras.

Os homens carnificinas

Matam, esnobam, destituem valores…

Presas de si próprios.

Estou louco com os homens

E comigo

Enlouqueço numa forca cruel

Da injustiça

E imobilidades

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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