Ecos em nós

Quando meu coração não mais sentir
e da humanidade desistir
É sinal de que o mundo estará vazio completamente
E onde eu for não mais haverá sementes do amor
Ainda que outros canteiros existam,
não haverá mais adubação necessária
E a dor no coração não estancará
Então me tornarei um homem estéril e egoísta
Pois dentro de mim nem uma fagulha de amor não mais exista
Quando eu partir daqui, certamente outras palavras
Nem que sejam só acenos com as mãos
Te restará saudade e as sombras do que fomos
Mas eu te proponho então que antes de seguir outros caminhos
Siga a voz do teu coração, aperte as minhas mãos
Aperte o meu ser no teu abraço, ah os teus braços em mim!
Que nos juntemos a outras mãos e tentemos salvar o que ainda resta
Pois as respostas, as repostas podem estar dentro de cada um de nós
Basta escutarmos a nossa própria voz e com outras vozes
Com outras vozes, produzamos os ecos de nós mesmos
Assim nunca estaremos sós, não somos sós, somos correntes
Sementes em adubação, esperando o tempo certo
Mas não basta uma só voz, é preciso escutar o coração
Nilson Ericeira
(Robrielle)



Publicar comentário