Ecos em nós

Quando meu coração não mais sentir

e da humanidade desistir

É sinal de que o mundo estará vazio completamente

E onde eu for não mais haverá sementes do amor

Ainda que outros canteiros existam,

não haverá mais adubação necessária

E a dor no coração não estancará

Então me tornarei um homem estéril e egoísta

Pois dentro de mim nem uma fagulha de amor não mais exista

Quando eu partir daqui, certamente outras palavras

Nem que sejam só acenos com as mãos

Te restará saudade e as sombras do que fomos

Mas eu te proponho então que antes de seguir outros caminhos

Siga a voz do teu coração, aperte as minhas mãos

Aperte o meu ser no teu abraço, ah os teus braços em mim!

Que nos juntemos a outras mãos e tentemos salvar o que ainda resta

Pois as respostas, as repostas podem estar dentro de cada um de nós

Basta escutarmos a nossa própria voz e com outras vozes

Com outras vozes, produzamos os ecos de nós mesmos

Assim nunca estaremos sós, não somos sós, somos correntes

Sementes em adubação, esperando o tempo certo

Mas não basta uma só voz, é preciso escutar o coração

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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