Decreto/degredo

Visto-me de esperança
Espelho-me no amor
Ainda hoje, vejo-me correndo ruas
Como se não pudesse escapar nenhum segundo da minha vida
Vivendo a vida intensamente
Sem posses, se nada: um desprovido
Contudo, vestido do colorido da vida
O sol, o céu, a lua, o despertar
Um ser sem limites…
Tudo muito mais bonito
Porém, hoje meu corpo se veste de saudade
Enquanto meu coração umedece
Meu olhos alagam…
Meu ser, oceanos
Na sequidão do tempo, sigo em lembranças postas
O meu degredo é abstinência de amar
O meu decreto é o amor
Por isso vivo a me buscar na fonte
Às vezes estou, noutras, ganho asas e vou
Voo comigo mesmo em dilemas…
Passo das nuvens e tomo o céu…
Feito um passarinho…
Liberto das amarras que me querem impor
E prisioneiro de mim mesmo
Contanto, sou o meu padrão
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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