Arari na ilação poética

Arari na ilação poética

Chove na terra da melancia e da pororoca

Chove intermitente

Chove na terra de seu Abel, Clecy e Clemente

Que caia mais água nos telhados dela

Nas casas de todas as Marias

Chove pois chegará a hora de jogar a semente

Bate água no telhado da casa escura

O poeta: espia, escuta…

Ele também se alimenta de ilações
Vive na panaceia da escrita

Degusta o gosto de sentir saudade

Sente-se só na multidão

Chove, chove sem parar

Enquanto abraça a rua,

o rio bebe água da chuvas

O mesmo rio que alimenta e ostenta

É o mesmo que enche barrigas

Alimenta rãs e jias

Mas ainda chove e a água desce a rua

Em todos os córregos vai dar no rio

Agora, um vento frio sobra no céu de Arari

Mas nem todos se recolhem, maquinam

Afinal, é preciso ter cuidado com o erário

Afinal, bobos e sábios no mesmo nicho

O melhor seria, ninhos

Afinal, ratos procriam ratos

Mas ainda assim, tem-se fertilidade

Em meio ao amor e maldade

Desconexos!

E a chuva?

Já afina

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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