Folha virgem

Que balança meu coração
E transmuda e revigora-se
Que ensaia se ir
Assim, tão elegante
Que transpira, respira o mesmo ar
E desperta meu coração para amar
Na folhagem se escode
Vez enquanto espia
Parece querer saber de mim
Vestida no manto do amor segue sua sina
Nem imagina que na margem da vida estou
Admirando-se seu balançar, seu caminhar
Permitindo-se formar cenários imaginários
Balançando meu coração solitário
E na negação do eu, dissimular
Dissimulação do amor que retroalimenta a vida
Balança então, esse coração
Continue a balançando,
pois alimenta esperança de amar
Minha folha virgem, despeço-me
Até que um dia, quem sabe,
encontre-me
Nilson Eiceira
(Robrielle)



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