Doce vida minha

Não se aparte de mim

Não me aparte

Pois de ti sou a parte e o todo

Busque-me na essência das flores

No riso e encantos das crianças

Na maturidade dos idosos

E em todos os diferentes

E, principalmente, no sentimento de quem ama

Assim me acederás em centelhas de amor e vida

Mas por favor, não se despeça do meu todo

Nem se aparte da minha composição

Nem me silencie para sempre

Pois meus componentes e sementes de ti derivam

Por favor, não se apresse de fechar a porta

Nem desligue a luz

Ainda que passe o tempo

Agora, sênior e taciturno, quase já não durmo

Pois vivo a me vigiar…

Receio que abras as postas do céu

Sou de ti e a ti voltarei,

mas não tenha pressa

O que vige em mim é vida

Ainda que me pareça noutro mundo

Preencho-me todos os dias de ti

Espero abraços possíveis…

E, recluso a minha solidão

Mas sei que é por culpa minha

Uma vez que a poesia me é alimentação

Trago sementes de amor e vida

E posso esperar estações

Mas por favor, não se apresse

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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