O abraço de espera

O abraço de espera

Hoje eu refletir sobre a ideia de me cercar de palavras.

Aliás, isto é uma ideia fixa.

De ser uma ilha entre as palavras.

Assim nunca me emudeceria…

Nem mesmo silenciaria.

Assim me desejo, em barulhos, zoadas, inquietudes…

Com o frescor da consciência e da paz de espírito.

Viver entre palavras é fazer-se poesias.

É viver em alegorias e até em fantasias.

Até se enganar para fazer de conta que é.

É ser completamente ser,

viver em vez de passar pela vida.

É ser ilha de si próprio e dizer coisas que ninguém diz.

É admirar-se da vida mesmo que em rotina.

É não saber nem de mais e nem de menos.

É não ter saberes, é saber com uma pitada de soberba.

Alardear do que sente o que nenhum outro sente igual.

É ter um sentimento único, portanto,

ilhado em si mesmo.

É amar!

Amar sem se importar com os que negam amor.

É uma espécie de autoconstrução de si mesmo.

Ninguém imagina ser ilha, mas se torna.

Assim como se um pássaro entre folhas e flores.

Uma planta aquática no leito do rio.

Uma navegação em mar…

Um pingo d’água solidário que dá frescor às flores.

O vento que desloca a semente…

Ou nossos primeiros passos na vida.

Assim, ser ilha de si mesmo é descobrir, se mar, se achar.

Abster-se do que faz mal e renovar-se na felicidade esperada.

Até as respostas que buscamos são ilhas.

São ilhas soltas ao tempo que procuram um rumo seguro.

Assim, da forma de um coração pedinte e suplicante.

Preciso continuar sendo ilha.

Quem sabe, eu possa me reconhecer.

Mas se não tiver o abraço que tanto espero.

Serei ilha em formação.

Nilson Ericeira)

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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