Aprender a ser é mais que uma virtude, é essência humana

Aprender a ser é mais que uma virtude, é essência humana

Nesta vida, Deus nos dá oportunidade de aprendermos uns com outros e com nossas próprias atitudes. Aprendemos com os nossos erros e acertamos nas tentativas que fazemos. É bom que se diga, ninguém é autossuficiente em nada. Por algum tempo pensamos que somos melhores que os outros, mas logo constamos que isso não passa de uma ilusão ou mesmo apenas uma impressão.

Somos imperfeitos e falhos, mas podemos ser bons e justos. Isto é possível e só aperfeiçoamos na convivência. Entendo que ser é diferente de querer ser, assim como viver é diferente de conviver. No viver o que domina é, por vezes, o egocentrismo, conviver nos remete a mais de que ser. Este fator envolve relações de descobertas uns dos outros.

É assim que eu penso, mas mesmo assim, também entendo que é possível viver plenamente quando preenchemos nosso ser com bons hábitos e temos como referência o respeito aos outros. Isto para mim é tudo, a base dos relacionamentos.

Quando nos damos conta que estamos em formação e, que, por consequência, temos uma formação incompleta, é um bom começo para estabelecermos uma reflexão sobre a nossa própria vida. É que às vezes, passamos pela vida e passamos pelas pessoas sem que procuremos tirar dela o que há de melhor. Penso e observo que a essência da pessoa é o amor, verdadeiro substrato da vida.

Mas paradoxalmente, a pressa, os negócios, a vida frenética não podem nos afastar uns dos outros. Quantos de nós não carecemos de um abraço. Ah quanto nos custa uma abraço na bolsa da solidariedade? Quantas são as pessoas que nos sentimos bem com a presença delas. Um telefonema, um riso, um aceno, uma lembrança, pois todos carecemos do jeito acolhedor de ser. Fatores que fazem faz parte da nossa aprendizagem a que devemos dispor por toda a nossa vida. Enfatiza-se que viver é mais do que ter um monte de coisas e pessoas, mas ter pessoas que nos são preciosas, amigas desinteressadas em bens materiais.

Falando de mim mesmo, já que não posso ter o outro como exemplo nesta minha introspecção sentida por mim mesmo, sou feliz pelo que conquistei em todos os dias de minha vida. Pois eu tenho certeza que não é ‘piega’ amar a quem nos ama, ser amigo de quem nos empresta confiança, ser abrigo a quem sempre nos acolheu. E a gratidão, qual o seu condimento? A gratidão é ápice da pirâmide relacional.

Aprender a viver, a conviver e a ser é um desafio que começa conosco mesmos e com os outros, para nós e para os outros. Por isso que é certo quando compreendemos que ninguém consegue viver sozinho, pois pior do que viver sozinho é se transformar em ilha humana.

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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