Homens desumanos

Homens desumanos
Falaram-me de homens fortes
Vejo-os na escuridão
Velejam barcos
Sem velas,
Sem rumo
E luz…
Falaram-me deles no amor
Sinto-me só numa solidão infinita
Amargamos o peso de um egoísmo extremo
Do desamor patente.
Pregaram que éramos iguais
Mentiram e continuam mentindo
Somos monstruosos seres
Que de plumas ou de armas estamos contra nós
Nessa batalha da vida
Depositaram toda esperança nos homens
Mas a descrença nos fez órfãos
Acreditaram em mim
Mas sou fraco
Sou germe ambulante
Sensível ao veneno e peçonha humanos
Sensato, é verdade,
Mas sou fraco…
Inquieta-me essa condição
Concreta, materialista.
Restam-me, apenas palavras.
Os homens carnificinas
Matam, esnobam, destituem valores…
Presas de si próprios.
Estou louco com os homens
E comigo
Enlouqueço numa forca cruel
Da injustiça
E imobilidades
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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