O beija-flor da estação

Quase no meio do caminho eu olhei para traz
E vi que não era um sonho, eram coisas da vida real
Aos poucos eu me dei conta que não estavas mais
E rir por algum tempo lembrado das graças de nós dois
Em que a vida era um teatro e nós na cena principal
Mas o tempo eu só te vejo em alucinações ou esporádicas aparições
Em alucinações tão profundas que me fazem derramar…
E os meus olhos bem ligeiros insistem em te procurar
Ainda bem que tenho coração e te guardei para sempre nesse lugar
Ah se soubesses que sentiria a tua falta eternamente
E quando enchem os meus olhos de saudade,
outra vez meu coração
Então, deságua em mim meu coração
E fui seguindo nesta vida e em mais nada encontrei satisfação
Mas para o regate da minha alegria, apareceu um beija-flor da estação
Anunciando que não foste para bem longe e que logo vai voltar
Assim que flores desabrocharem, a tua essência a exalar
Vou criar recipientes para guardar o teu amor,
pois o que há dentro de mim vou demonstrar em qualquer lugar
Nunca esqueci da tua face, de uma inteligência inigualável
E de um humor incomparável e repleto de néctares
Um ser tão especial, que vivia de fazer poesias e demonstrar sua paixão
Vou nos caminhos desta vida só para te sentir outra vez no coração
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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