12 de fevereiro de 2026

Entre o céu e a terra/ou poema sem nenhum sentido

Caminhos…

Encaminho

Num espaço sideral!

Obscuros ou em clarões

Assim ‘vivo’ na indecisão dos mundos

Perfeitos e imperfeitos

Presente, pretérito, além de mim

Um nefelibata que vive a amolar letras

Domá-las para não dizer impropérios

E encaixá-las nos meus sentimentos

Assim me expresso em profundos sentidos,

Agruras que a vida me fez

Talvez melhor fosse usar de chibatas

Ou sarar minhas próprias feridas

A me vingar de homens ímprobos

E em gritos, gritar a liberdade dos meus sentidos

Ela mesma que me aprisiona às nuvens

Rompendo o céu dos meus sentidos

Criando musas perfeitas

Ainda que saiba que elas não existem

Só em mim, só, somente, em solidão

Mas como não há em que tocar

Toco no meu sexto-sentido

Sexto sentido!

Pela milésima vez, talvez,

eu te diga do meu amor

Se não enxergado no peito

Feito veias sanguíneas do meu coração

E assim vou, de verso em verso

De letra em letra familiares ou que se avizinham

Fazendo fios, tecendo malhas,

pondo pontos e nós que não sei desatar

Ainda que viva entre o céu e a terra

Aqui estou, sou terráqueo

Ainda que me apelidaram de poeta

Pois se não fosse assim, seria um louco!

Parido na exclusão e posto nela como se tudo isso fosse normal

Ainda aqui a esmerilar letras sem sintaxe para muitos

Alimentos de uma alma distante do céu e da terra

Uma alento para este ser esquisito que quase tudo discorda

Ainda bem que o vento passa…

Os homens passam…

Tudo passa, menos um que nunca passará

Ainda bem que Ele existe

Então, melhor seguir entre nuvens

Pois assim me aproximo Dele

A me ater a pobreza humana

Nilson Ericeira

(Robrielle)