
Caminhos…
Encaminho
Num espaço sideral!
Obscuros ou em clarões
Assim ‘vivo’ na indecisão dos mundos
Perfeitos e imperfeitos
Presente, pretérito, além de mim
Um nefelibata que vive a amolar letras
Domá-las para não dizer impropérios
E encaixá-las nos meus sentimentos
Assim me expresso em profundos sentidos,
Agruras que a vida me fez
Talvez melhor fosse usar de chibatas
Ou sarar minhas próprias feridas
A me vingar de homens ímprobos
E em gritos, gritar a liberdade dos meus sentidos
Ela mesma que me aprisiona às nuvens
Rompendo o céu dos meus sentidos
Criando musas perfeitas
Ainda que saiba que elas não existem
Só em mim, só, somente, em solidão
Mas como não há em que tocar
Toco no meu sexto-sentido
Sexto sentido!
Pela milésima vez, talvez,
eu te diga do meu amor
Se não enxergado no peito
Feito veias sanguíneas do meu coração
E assim vou, de verso em verso
De letra em letra familiares ou que se avizinham
Fazendo fios, tecendo malhas,
pondo pontos e nós que não sei desatar
Ainda que viva entre o céu e a terra
Aqui estou, sou terráqueo
Ainda que me apelidaram de poeta
Pois se não fosse assim, seria um louco!
Parido na exclusão e posto nela como se tudo isso fosse normal
Ainda aqui a esmerilar letras sem sintaxe para muitos
Alimentos de uma alma distante do céu e da terra
Uma alento para este ser esquisito que quase tudo discorda
Ainda bem que o vento passa…
Os homens passam…
Tudo passa, menos um que nunca passará
Ainda bem que Ele existe
Então, melhor seguir entre nuvens
Pois assim me aproximo Dele
A me ater a pobreza humana
Nilson Ericeira
(Robrielle)
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