10 de fevereiro de 2026

Ego regresso

Ego regresso

Eu não tenho tido tempo,

às vezes me pego em solidão.

Não tenho tempo para abraçar o amigo,

parar um pouco, prestar atenção.

Mas espere um pouco!

Não posso.

Não tenho tempo.

A sequidão do tempo nos têm apresado.

O tempo que me foi dado livremente não me é suficiente.

Me desculpe, mas não tenho tempo.

Desculpe-me, por favor.

Preciso acompanhar os outros sem-tempo.

Necessito correr atrás do tempo!

Nesta frenética vida, busco a solidão.

Ah, solidão, me espere, espere-me.

Não me tem valido a pena viver sem tempo.

Já pensou se não tiver mais tempo para nada.

O que será?

As flores não nasceram e esconderão a sua essência.

O Sol não mais iluminará, pois precisa guardar em recipientes a luz.

Numa espera de incertezas.

O céu não terá clarão, pois se fechará em nós.

Nossos corações apenados pela pressa.

Produzidos em cárceres egoísticas.

Se esse tempo passar, temerei morrerei antes do meu corpo.

Não serei ninguém e nem terei tempo de me arrepender.

Serei injusto.

Oh Deus, tende piedade de nós.

Pois então, me espere que eu te espero.

Filhos, esperem-me, busquem-me…

Quero te abraçar, pois não sou sujeito desse tempo em ‘ego regresso’.

E, assim, eu vou sem fuga do tempo que me é precioso.

Sedento para ele não passar antes que eu diga:

te amo, amo-te, amar-te-ei!

Assim, no tempo do amor.

Nilson Ericeira

(Robrielle)

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