14 de fevereiro de 2026

Arizei II

Sei que vou navegar no teu rio

Meará meu ser completamente

Puxar água e meter remo

Em Arari vou ancorar para sempre

Descer rio abaixo e deixar a maré me levar

Devendo o rio que me leva e levo comigo

Vou pescar, pescaria de peixes!

Mas certamente avisarei em tuas margens sericoras, jaçanãs e escutar japi cantar

Enquanto olho para o céu e vejo gaivotas…

Em bando, riscando o céu…

É que ararizei meu ser de um amor inteiro

E fiz canteiros de amor em mim

Agora tarrafearei, mas antes vendi balinhas, baleros

Vendi balas na escola e agora vo aventurar

Então, jogo minha linha certeira

O que vier: tubis, capadinhos, mandis, tubajarás, lírios, mandubés…

Não importa o que é, caiu na rede é peixe

O que vier será comestível

Assim, subirei maré com a boia pêga

Então, meara em mim Rio Mearim

Deixa tuas águas passarem…

Que eu ‘só rio’

Assim, descendo para o mar

Antes que a pororoca chegue

Em ti vou ancorar, pois em vida

Eternizarei tua vida em mim

Aliás, vou esgotar canôa

Enquanto aqui da prôa,

sinto a maré chegar

Puxa água, mete remo

Nilson Ericeira

(Robrielle)

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