27 de fevereiro de 2024

Discurso do contentamento, do conformismo, da rabugice e da bajulação

Peço-lhes um pouco de
atenção, mas caso você não goste desde início do texto, não o leia. Pois o
nosso tempo deve ser usado com coisas úteis.

Contentar-se com as migalhas
do poder faz parte do jogo. Inflamar-se para que todos, quase todos lhes deem
ouvidos, faz parte do jogo. Competência que é bom, necas de ‘cate biriba’!

Onde o vulgar e a
tentativa de escorreito escorregam em todas as normas de bom discurso, de boa
retórica e, por sinal, ab-so-lu-ta-men-te vazio! Oba, então vamos aplaudi-los.
Precisamos realmente cada vez mais dá pose e posse aos incompetentes!

Há uma inegável crise de
valores a ser, cada vez mais, disseminada entre nós. Pois estamos premiando o
ócio do ocioso!

Mas para que serve tanta
exclamação? É que entendo que tanto a exclamação quanto a interrogação fazem
parte de nosso ímpeto inquiridor.

Mas, sinceramente, não
basta meia dúzia de palavras vazias com a presença de quem achamos que nos
aproximamos na reta final do jogo. Um amigo costuma me dizer: que o jogo é
jogado e lambari é pescado! Não sei até que ponto combina teatro com palhaçada,
acho que no verdadeiro sentido artístico e semântico, tem tudo a ver, mas pejorativamente,
causa-me uma enorme tristeza!

É preciso ensaiar mais uma
vez e ir até a exaustão!

Há, sem dúvida, um ilusionismo
parido nos bastidores das más intenções, tudo pelo status quo. Então, é preciso
garantir o ingresso. Quem dá mais! Quem dá mais!

O que importa agora é produzir
a próxima peça!

Assim, digo-lhe, não teço
para ofender ou magoar as pessoas, contudo, sei que, por dever de ofício e de
cidadania deixarei estes registros. Nem tudo que parece é.