24 de fevereiro de 2024

Arari eco-grito

O grito,
o silêncio e o eco

Meu
eco-grito, meu amor

Quando
em ti estou

Em
resguardo, me resguardo

Pois
parido de amor único e excitante

Então és
os meus gritos e ecos

Estás no
silenciar e na minha sublime forma de amar

Meu
canto telúrico

Meu rio
que passa, minha gente que passa,

Passará,
passarada, passarinhos…

Arco-íris
e sol casado com chuva

Meu
mundo em terra, ar e chão

És a
sinestesia do meu coração

E assim
te dou gritos em mim

Eco-grito!

Arari,
Arari, eu te amo!

E assim
sigo, sempre te procurando em letras

Por isso
vivo por ti, por ti faço versos

Silencio,
grito e calo

Ando até
fazer calo, mas não desisto de caminhar

Por ti
Arari eu dou grito e escuto meu eco

E quando
demoras a ecoar

Procuro
escutar lá dentro do meu coração

Pois de
mim corre as tuas veias abertas

Algumas
explodem

Outras
correm igual tuas águas

E
anáguas…

Calças e
vestes

É por ti
que me escuto

Astuto,
saio sem que me vejas solitário

Pois
sempre em multidões

E,
então, os filhos teus gritam:

eu te
amo Arari!

 Nilson
Ericeira