20 de fevereiro de 2024

Fuga patriota

Cadê
você!

Eu
preciso te dizer!

Que
vim de novo te abraçar.

Pra
te pedir um voto.

Mas
nem sempre é de confiança.

A
regra passou a ser não confiar

Mas
pode ter cuidado pra não te afogar.

Pense
direito, pois desse jeito.

A
gente vai se acabar.

A
minha mulher tá com o bucho na barriga.

Mas
já abri cadastro, pois sou um boçal.


há tanta gente doente, demente, delinquentes…

Mas
inocente é quem quer zombar de mim.

Você
quer o que?

Que
eu te dê prazer.

Isto
não é normal.

Não
sou descartável.

Estou
correndo a mil.


um psicopata em cada esquina deste Brasil.

Acho
que sou paranormal.

Por
que tenho que acreditar se alguém pegou meu voto e sumiu.

Fechou-se
em si e se escondeu de nós.

Puta
que pariu, mas este meu Brasil!


uma angústia em mim e preciso te dizer.

Que
quando vejo essa gente mando logo me benzer.

Cadê
você!

Eu
preciso te dizer!

Antes
que seja tarde.

Vou
segurar a hora e não deixar passar.

E
segurar o tempo e não pensar muito pra me decidir.


me decidir: vou mandar pra lua quem provoca miséria.

Pois
sei que o meu voto é coisa séria.

Mas
por favor, não me deixe aqui na solidão.

Sou
do Brasil e chega de enganação.

Preciso
sair dessa agonia.

Um
dia ainda vou ver meu voto valer.

E
não deixar meu coro arder.

E
tanta gente pobre.

Ainda
assim esnobe.

É
um sonho meu.


meu?

Fazer
político ruim varrer sua própria sujeira com as mãos.

Eu
sei que é rabugice.

Pra
não dizer burrice ou patetice.

Ah
que horror, não me traga mais um bibelô.

Eu
sou gente e já estou descrente de votar na contramão.

Quero
unção, um voto cidadão.

Então
me dá uma ajudinha aí.

Pois
eu não sei se vou sair daqui.

Quer
saber.

Esta
é pra valer.

Eu
sou mesmo um idiota nesta fuga patriota.

 Nilson Ericeira

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