25 de fevereiro de 2024

Arari, chão de amor

 

Hoje
me encontrei no amor.

Amor
que é fonte em nós.

Fontes
de poesias, de maresias, de marés.

Fontes
de amar.

Eis
que a vida me fez daqui, dali, da rua, da gritaria.

Da
luta, da lavra, do labor, dos pescar, suar…

Então,
semeei só alegrias, sonhos, encantos…

E
gritei, gritamos: nosso amor, nosso jeito de ser de Arari!

Então,
sou possuidor de uma cidade que cabe todinha em mim.

Ela
está dentro de nós.

É
a nossa voz, o anúncio, o prenúncio de amor.

Ela
está em festas, alegra-se com o pisar de teus filhos.

Que
caminham em ruas de outros lugares,

Mas
sempre voltam para avenidas de ti.

Arari
é a cidade que acorda todos os dias em nós.

Despertou-nos
para o mundo.

Faz-nos
viver no amor de uma alegria indescritível.

Nosso
sonho voltar para onde nem saímos: Arari.

Ah
ara ali em Arari.

E
nessa maré que ruge, vem logo a outra que acalma.

Na
poesia bem dita, na essência de flores, mulheres, juventude…

E
de todos que saem das tuas entranhas.

E
nesse mundo distante, contamos histórias tuas.

Anedotas
e estórias…

Contos
paridos de contadores anônimos.

Exaltamos
teu nome como marca em nossos sentimentos.

Caminhamos
sempre pra dentro de ti…

E
nossas viagens são cenários de amor por este chão.

Nosso
chão de amor.

Nilson Ericeira