22 de fevereiro de 2024

Flor da vida

O primeiro a revolver canteiros


A destilar orvalho e olhos teus
O primeiro e único a fertilizar teu ser
Assim o amor se vez, e não se fez
Existe e é sombra de meus melhores sonhos
Há em mim a tua voz que guarda o meu coração
O último a te dizer adeus
E também a se despedir
Pois não se despede do que se ama
Do que é chama e luz
Não se desfaz do que o coração comporta
Assim, em forma de música que me harmoniza
No único amor que me eterniza
Lembro-me do teu rosto dissimular
Tua voz omitindo o que o teu coração queria dizer
Aliás, o que o teu ser sente
O que é semente


Nilson Ericeira