Um homem e os versos do mundo

Um homem e os versos do mundo

Vejo-me homem

Parte de mim é homem

A outra não é,

parte mulher

Uma parte não sei quem é

Sou homem,

sou bicho no cio

Parte do homem me parte

A outra não sei se é

Por que haveria de tê-la no coração?

Se das partes que me compõem

Uma parte eu ainda não encontrei

Portanto, sou homem que chora

Que grita, que é eco de si mesmo

Que sente, ressente-se, caminha, descaminha

Faz-se labirinto

Aprende e desaprende todos os dias

Se da minha parte que turva meus olhos

A outra não sinto

Caminho só em multidões, sozinho

A solidão me acolhe

Na minha incompletude, sigo…

Vou com um passarinho no céu

Que parece perdido nas nuvens

Mas que se deixa levar, elevar

E, se não fosse uma procura, desintegração

Ou só ilusão

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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