Poesia de todos os dias: ‘O sopro do vento na banda de cá’

Poesia de todos os dias: ‘O sopro do vento na banda de cá’

‘O sopro do vento na banda de cá’

Sobra o vento quente na pele ardente

Corre no corpo um sangue vermelho

Ainda que tivera impaludismo não amarelou

Verte no coração uma Nação

Que não se entrega, não se algema nem curva

Pois agachados os bestiais que se iludem por lá

Verte na minha alma democrática

Amor por minha própria Nação

Ainda que esperneiem, a voz das ruas ecoa

Pois faz ecos entre nós

Salve-nos então dos grilhões da ditadura

Ainda que sinta pena dos brasileirinhos do amanhã

Pois com futuro comprometido por marginais

Assim sobra o vento do lado de cá

Querendo-se pertencer a si própria

E não se deixando iludis com ópio alheio

Pois ver no peito uma fadiga,

a de não se entregar para hipócritas

Sangra minha alma no meio da noite

Pois esconde-se com medo de monstros

Mas calma, o vento ainda nem te tocou

É que sinto o cheiro de enxofre

Só pode vir dos velhos porões

Calafetados com os vernis ‘modernos’

Com ares de superficial

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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