POESIA DE TODOS OS DIAS

POESIA DE TODOS OS DIAS

Dons de amar e/

ou a negação imprópria

Eu queria ter um dom

Mas não tenho

Sou vazio em mim mesmo

Nego-me na minha incompletude

Preencho-me com letras postas

Letras mortas, vidas…

Recanto, abrigos…

Assim caminho, buscando as coisas do mundo

Mas gosto mesmo é de gente

De ser gente

Gente que abraça,

que abrasa e desperta o coração

Com abraço no peito, sentido no coração

Mas eu não tenho dons

Sou ‘escrevedor’ de coisas

Vivo a me iludir com o que deveras posso

Acho que as pessoas vazias são assim

Seu bem-estar está em outrem

Alhures…

Além de mim, de nós e vós

Daquele tipo que navega em nuvens com os pés no chão

Chora por amar, sente saudade e alaga-se

Assim, vou escrevendo a vida com substrato dela

Ainda bem que me autorreconheço

Não me faço de rogado

Toda vez que quero sentir

Antes dos meus olhos alagarem,

recorro ao meu coração

Se eu tivesse um dom, ah se eu tivesse

Te traia para a cena principal

Seriamos atores e cenas em corpos

Não importa se partido, anexos ou divididos

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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