POESIA DE TODOS OS DIAS: ‘A sequidão poética’

POESIA DE TODOS OS DIAS: ‘A sequidão poética’

Quando meus versos faltarem

Não mais versarei

A fonte certamente secará

Faltara-me a voz, o som e ecos

Quando não mais versar

É porque tudo passou e eu passarinho…

Passarinhei, passei…

Quando meus versos cessarem

Partirei para muito longe,

sem som, sem cor, sem tons

Minhas tintas secarão também

Pois não saberei mais juntar letras

Pô-las em gestos subliminares

Não saberei nem mesmo dizer o quanto te amo,

amei e amarei

Quando meus versos sumirem

Não mais terei a visão do amor

Ainda que no coração te levarei para sempre

Quando meus olhos alagarem e ainda assim não versar

É por que o amor foi diluído com o tempo

É, o empo passou,

e deixou meu coração ferido

Quando meus versos calarem,

morrei sozinho na solidão poética

Sem mais pelo menos ouvir meu próprio canto

Desiludido voarei na abstração do infinito

E, talvez, pousarei num lugar imaginário

Sei lá onde vou me autoperceber

E, lá do alto, aprenderei novos símbolos

E a linguagem do meu amor, ressuscitará meus versos

Pois eu confesso que te amarei eternamente

Nilson Ericeira

(Robrielle)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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