Contos da estrada II

Contos da estrada II

Caminhei sozinho em multidões

Acho que provei da cicuta de Sócrates

Amargurei-me

Tornei-me um arbitrário das convenções

Pois não compreendia a desigualdade

A solidão me dominava

Pensei até que Deus havia me esquecido

Sofri sozinho e viajei no tempo

No começo difícil da estrada

Em caminhos e descaminhos

Pisei em espinhos, mas seguir

Avistei a flor e senti a essência dela

Do outro lado me parecia ser recomeço

Olhava para o tempo como se ele fosse o único culpado
Mais parecia um desalentado no deserto da minha própria vida
Passei pela fome orgânica e busquei justiça

Conquistei coisas que pareciam impossíveis

Servir a doutores de elevado saber

Encontrei a mão de Deus nas minhas

E, então, seguir e avistei clarão imenso

Alcancei harmonia no meu coração

Assim sigo, tecendo os fios da vida

Sem ódio e ressentimentos

Levando sementes invisíveis para muitos

Contando causos e maturando outras sementes

Mas sempre buscando a mão Dele nas minhas

Nilson Ericeira

(Robrille)

Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira), nasceu em 8 de novembro de 1962, no Município de Arari – MA. É filho de Clemente Duarte da Silva Sousa (Clecy) e Eliesita Ericeira Sousa. De origem humilde, Nilson Ericeira passou sua infância e adolescência em Arari, aos 17 anos veio morar em São Luís, em república, entre estas as Casa dos Estudantes Secundários do Maranhão (CESM). Logo começou a trabalhar na função de servente ou office boy na Seduc, pela Vicol, empresa de conservação e serviços. Na Seduc, exerceu ainda os seguintes cargos: datilógrafo padrão 5, repórter (técnico de nível superior), professor, coordenador e assessor da Assessoria de Comunicação (Ascom/Seduc), professor, chefe do setor de frequência e outros.

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