O cobri da estação

… voas livremente…

Com bater de asas alucinante

Atravessas céus, mares e corações…

Na direção do vento ou em desfavor

Ainda bem sei que sei onde te encontrar

Flertas as flores mais lindas

E tiras o néctar da vida

Sobes ao céu do infinito

Quando penso teres ido…

Sinto-te no meu coração

… voas então…

Voas…

Porém, não te esqueças de mim

Pois ainda há flores no nosso jardim

E quando voltares, em acrobacias

Dentro de mim o teu amor em todas as estações da vida

Ainda que em tempestades, segure-te na sublimação

Pois tens o encanto de quem ama

Ainda que sinta tua falta todos os dias

Sei que teu ser, poesias

E entre amostras de letras,

o riso crítico e ironia

Como quem sabe ser uma ave

E, assim, risca o céu do seu destino

Mas volte a declamar teus contos

Pois um editor do teu amor

Mas que bobagem, o amor não se edita

Dita-se no pulsar do coração

Nilson Ericeira

(Robielle)