O molde

Moldei a minha vida em projeções

Mas por vezes sair do molde

Tomei outras formas

Fiz-me como sou

Por situações, dou-me asas…

Nos meus voos te levo

No meu coração te assento

Assim continuo em moldes,

ainda que tenha minha fôrma

De forma esquelética e faminta

Sair a procura de alimentos

Passei fomes, mas não perdi meus sonhos

Soltei-me do meu molde-raiz

E vislumbrei aventuras

Não esqueci de despertar centelhas de esperança

Passei boa parte da vida vendo o artesão fazendo moldes

Burilando couros e peças

Guardei ensinamentos que me moldaram

Assim, continuo fazendo moldes

Adequando-me e camuflando conforme p labor

Sem, contudo, perder a fôrma

Pois perder a forma é perder a essência

O melhor, então, é adequar-se

E voar…

Ser um ser livre em si mesmo

Um ser moldado, talvez!

Nilson Ericeira

(Rpbrielle)