
Em Arari, pororocas
Pororoca em nós um amor intenso, imenso, …
Em pés, asas, pranchas…
Em caminhos…
Ali, aqui, em currais
Um povo
Por vezes tingido como gado
Esquecido, abandonado
Usado como fenômeno
Mas ungido na luta do dia a dia
Surfam…
Suas pranchas, suas notas
Levados nas ondas das marés
Ali e aqui tem um povo que se alimenta,
Que vive, sobrevive
Que sonha!
A mercê de ondas
Ondas vão, ondas vêm, quando convém
Venham, voltem
Mas não esqueçam de nós
Por aqui jaz nossos netos, filhos, pais e avós
Pois um dia, quem sabe, surfarei…
Nas ondas da nossa realidade
Nilson Ericeira
(Robrielle)
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