Tempo, tempo…

Tempo, tempo…
Tenho saudade de outrora
Acho que é saudade de sentir saudade
Saudade da minha idade
Da que tinha e da que tenho
Da que já passou e do que ainda vai passar
Saudade do que passou
E de tudo que ficou
Saudade de mim mesmo
E do meu ser passarinho…
Saudade do tempo
Do que passou, ficou, edificou
Saudade de quando menino,
minha mãe me chamava para almoçar
Pois é a saudade que mais me faz ecos
Pois é saudade de amar
Hoje me debruço sobre o tempo
Agarro-me nas asas do vento não deixando nada passar
Noutras asas ganhei o mundo e me pus a voar
Feito passarinho de estação que sempre volta para o mesmo lugar
Com isso, vou sentindo minha saudade
Permitindo outro sonhos e novos voos tentando o tempo parar
Mas sei que é só pretensão de quem nasceu para amar
Aos poucos meu ser já vai se despedindo do tempo
Ainda que em letras se queira eternizar
Nilson Ericeira
(Robrielle)



Publicar comentário