Uma rua que passa em mim

Uma rua que passa em mim
Rua da França, minha poesia meu amor
Onde moraram seu Dico e Leonor, seu Bina e Juca,
Zé Ericeira, Eliesita, Clecy, Bié e Nazaré.
Ah que saudade de outrora, das tardes que não voltam mais.
Só na minha memória e no balanço dos aningais.
É uma saudade contida que jamais será extinta dos meus ouvidos.
Tantas coisas que passei, passarei, passaram, passarinhos…
Oh Deus não permita Deus que eu morra sem que passe por lá.
Nesse chão pisei, joguei, brinquei, corri, pulei poças de lama e muito mais.
Saudade dos jardins de tia Rosinha, da bondade de Zizi,
do carisma de Janoca, pois lá tem uma gente que acolhe, adota para nunca mais sair.
Nomeio agora a Rua da Franca a melhor rua de Arari.
É que as coisas do coração não podem e não devem ser explicadas.
Apenas consentidas, possuídas que agora te faz mais uma homenagem muito merecida.
Pelo leito e tabuleiro que se revertia em pães, por meus pais amigos parentes e irmão.
Não poderia esquecer dos Aprígios: Pedro, Maria, Estêvão, Zé, Biné e Cotinha.
Ah que saudade do rio que vai e que volta todos os dias para chegar ao mesmo lugar.
Minha Franca querida te guardarei para sempre dentro de mim.
Nilson Ericeira
(Robrielle)



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